Educação

Projeto que proíbe venda de refrigerantes em escolas da educação básica vai a Plenário

Todos os anos são diagnosticados mais de 700 mil crianças e dois milhões de adultos com excesso de peso
Por: Agência Senado
Publicado em: 20/01/2022 às 11h40
Atualizado em: 20/01/2022 às 11h47
Projeto que proíbe venda de refrigerantes em escolas da educação básica vai a Plenário Foto: Pixabay/Divulgação

O projeto proíbe tanto a venda como a distribuição gratuita de refrigerantes em escolas da educação básica. Também obriga a impressão de alerta nos rótulos sobre os malefícios causados à saúde.

O autor, senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade do Amapá, disse que a ideia é seguir a tendência mundial de conscientizar as pessoas sobre o perigo de consumir essas bebidas, que contêm quantidade excessiva de açúcar e causam sérios danos à saúde. Entre os problemas, estão obesidade e diabetes, explicou a relatora da proposta na Comissão de Assuntos Sociais, senadora Zenaide Maia, do Pros potiguar, que é médica. Por causa do consumo de bebidas açucaradas, todos os anos são diagnosticados mais de 700 mil crianças e dois milhões de adultos com excesso de peso.

E são cerca de 12 mil mortes anuais decorrentes de diabetes, doenças cardíacas e cerebrovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em menos de 10 anos o Brasil será o quinto país com mais crianças e adolescentes obesos. Zenaide ressaltou ainda que o sistema de saúde brasileiro gasta quase R$ 3 bilhões por ano com tratamento de doenças causadas pelo consumo de excesso de açúcar.

Isso aqui é para a gente proteger as crianças da obesidade infantil. Na verdade, o refrigerante não é um alimento em si, gente. E, nas escolas privadas, os nossos filhos e netos já não têm, já é proibido isso. Só no ensino básico, gente. Aqui a lei é para público e privado, mas, as privadas, já têm esse privilégio as crianças. Vamos proteger 70% das crianças deste país que estudam em escolas públicas!

O senador Paulo Paim, do PT gaúcho, também defendeu a proposta: “Vem em boa hora esse projeto agora porque a obesidade das nossas crianças é algo assim muito, muito grave. Na cantina, se deixar, vendem até droga, como diz o outro, né? E nós, todos nós somos contra a droga e qualquer tipo de refrigerante que venha a contribuir para a obesidade”, afirma.

A proposta já foi aprovada pelas comissões de Defesa do Consumidor e, em caráter terminativo, na de Assuntos Sociais, e poderia seguir diretamente para a análise dos deputados. A pedido do senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, a proposta será votada em Plenário antes de seguir para Câmara.