PANDEMIA

Pela quarta vez consecutiva, todas as regiões recebem Avisos do governo do Estado

Busca por atendimento em razão da Covid-19 se soma à demanda causada por outras síndromes respiratórias
Por: Thamíris Mondin/ Governo do Estado
Publicado em: 16/06/2022 às 09h09
Atualizado em: 16/06/2022 às 11h01
 Pela quarta vez consecutiva, todas as regiões recebem Avisos do governo do Estado Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Em função de um pico de contágio por covid-19 observado no Estado, o governo emitiu, pela quarta vez consecutiva, Avisos para todas as 21 regiões no Sistema 3As de Monitoramento, que gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul. Coordenada pelo governador Ranolfo Vieira Júnior e pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, a reunião do Gabinete de Crise ocorreu nesta quarta-feira (15/6).

 A busca por atendimento em razão da Covid-19 se soma à demanda causada por outras síndromes respiratórias, comuns à época mais fria. Também se observa um aumento na busca por atendimentos eletivos, represados durante a pandemia.

Na semana, o número de internados entre casos suspeitos e confirmados cresceu em 27. Nos leitos clínicos, houve um aumento de 37 e, nos leitos de UTI, uma redução de 10. Há 803 suspeitos e confirmados em leitos clínicos, o que representa um crescimento de 4,8% em comparação à semana passada. Os internados em UTIs são 217, 4,4% a menos do que na semana passada.

De acordo com o monitoramento feito pelas equipes do Grupo de Trabalho (GT) Saúde, o aumento da propagação ao longo dos meses de maio e junho também já pode ser percebido no número de óbitos por Covid-19. Em 1º de maio, o total de óbitos no Estado era de 39 (0,3 por 100 mil habitantes), e a última semana apresentou um total de 162 óbitos (1,4 por 100 mil habitantes), um crescimento de 315,4%.

Isso reforça ainda mais a importância de que a população busque a dose de reforço e a segunda dose da vacina contra a covid-19. Cerca de 80% da população residente no Rio Grande do Sul está com o esquema vacinal primário (duas doses) completo, mas apenas 54,8% tomaram a dose de reforço, completando o esquema vacinal.