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Novo chefe da polícia Civil defende isolamento de líderes de facções

Fábio Motta Lopes tomou posse nesta segunda-feira no palácio da Polícia
Por: Airton Lemos
Publicado em: 18/04/2022 às 18h34
Atualizado em: 19/04/2022 às 08h51
Novo chefe da polícia Civil defende isolamento de líderes de facções Foto: Airton Lemos/Acústica FM

O novo chefe da Polícia Civil tomou posse nesta segunda-feira (18), no auditório da instituição em Porto Alegre. No discurso, Fábio Motta Lopes defendeu o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas e uma atenção especial à violência de gênero para coibir os feminicídios, além de uma constante melhora no atendimento às pessoas nos plantões da Polícia Civil. 

Em entrevista coletiva após a posse, o delegado Fábio Motta Lopes disse que aprova o isolamento de líderes de facções em presídios de alta segurança, tanto em cadeias estaduais como federais, mas não descartou que chefes de quadrilhas que foram enviados recentemente para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), sejam transferidos a cadeias federais.

Sonora Fábio Motta Lopes- Posse 1


Sobre a questão dos Feminicídios, o Novo Chefe da Casa Civil, Fábio Motta Lopes, afirma que a polícia vai trabalhar para que as vítimas denunciem mais as agressões, tentando assim evitar o maior número possível de mortes em razão da questão do gênero

Sonora Fábio Motta Lopes -Posse 2


O Governador Ranolfo Vieira Júnior também participou da solenidade de transmissão de posse dos cargos de chefe e subchefe da Polícia Civil gaúcha, enfatizando mais uma vez a necessidade de manter o equilíbrio fiscal do Estado. Já a delegada Nadine Anflor transmitiu o cargo para o delegado Fábio Motta Lopes, que até então ocupava o cargo de subchefe de Polícia. O delegado Vladimir Urach, que era o diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), assumiu como subchefe de Polícia.  

Em seu discurso de despedida, a Delegada Nadine Anflor, que vai concorrer como deputada pelo PSDB, defendeu a continuidade da gestão, e disse que a pandemia foi um  dos maiores desafios do seu trabalho, assim como lidar com a morte logo nos primeiros seis meses de chefia, de um escrivão da Polícia Civil durante uma operação contra furto de gado. O escrivão de polícia Edler Gomes dos Santos, 54 anos foi morto com tiro. 

Nadine destacou que o gabinete da chefia de polícia sempre esteve aberto ao diálogo, e ressaltou o aumento do número de mulheres no comando dos departamentos da Polícia Civil.


Delegado Fábio Motta Lopes

O Delegado de Polícia Fábio Motta Lopes, tem 46 anos, é casado e pai de três filhos. Delegado da mais alta classe da Polícia Civil (4ª classe), possui 23 anos de experiência dentro da instituição. Iniciou sua carreira como titular da 2ª Delegacia de Polícia de Uruguaiana (1999-2000).

Em Porto Alegre, trabalhou nos seguintes órgãos policiais: Área Judiciária (hoje2ª DPPA), como plantonista; 3ª DP (2000); 16ª DP (2001-2002) e 20ª DP (2005-2006). No Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), foi titular da Delegacia de Polícia de Furto e Roubo de Veículos (2002-2003) e da Delegacia de Capturas (2003-2004). Foi Titular também da 1ª Delegacia de Polícia de Viamão (2004-2005).

Atuou ainda como Diretor da Divisão de Planejamento e Coordenação (2007); secretário executivo do Fundo Especial de Segurança Pública (2008- 2010), na SSP; diretor da Divisão de Ensino da Academia de Polícia Civil (2011-2013); diretor do extinto Departamento de Gestão do Conhecimento para a Prevenção e a Repressão à Corrupção (Degecor) da SSP (2015); chefe do Serviço de Assessoramento Especial da Corregedoria-Geral de Polícia (2015-2016); chefe de gabinete da Polícia Civil (2016-2017); membro do Conselho Superior de Polícia (2017-2018); diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (2017-2018) e Subchefe de Polícia (2019-2022).

Delegado Fábio é mestre em Direitos Fundamentais pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra - 2007); especialista em Direito Penal e Processo Penal pela Ulbra (2005); professor de Direito Penal e Direito Processual Penal na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), desde 2007, e professor da Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, desde 2000.

 

Delegado Vladimir Urach

Delegado de Polícia Vladimir Peukert Urach tem 50 anos, é casado e pai de quatro filhos. É Delegado da mais alta classe da Polícia Civil (4ª classe), possuindo 29 anos de experiência. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Ulbra, em Santa Maria.

Ingressou na Polícia Civil em 1993, ainda como agente de polícia. Como Delegado, iniciou sua carreira em 1999, passando por lotações em Delegacias de Polícia das regiões de Lajeado, Porto Alegre e Santa Maria. Em 2013, assumiu a 29ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (29ª DPRI), com sede no município de Camaquã e, desde 2019, atua como Diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).


Delegada Nadine Tagliari Farias Anflor

A Delegada de Polícia Nadine Tagliari Farias Anflor foi Chefe da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e Presidente do CONCPC - Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil do Brasil, presidindo, também o Fórum Permanente de Enfrentamento à violência contra a Mulher também do CONCPC. É formada em Direito pela Universidade de Passo Fundo/RS, em 1999; Diplomada pela Escola Superior da Magistratura – AJURIS, em 2000; Pós-graduada em Direito Público pela Faculdade Projeção de Brasília, em 2007 e pós-graduada em Direito Sanitário pela Unisinos, em 2010. Por mais de seis anos, foi titular da Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre, sendo a primeira Coordenadora das Delegacias de Polícia Especializadas no Atendimento a Mulher do Estado do Rio Grande do Sul.

Natural de Getúlio Vargas, no norte do Estado, Nadine é delegada desde 2004. Seu primeiro trabalho na Polícia Civil foi no município de Santo Antônio da Patrulha. A delegada Nadine também foi a primeira mulher a presidir a Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Asdep).