11/05/2021 08h39 - Atualizado em 11/05/2021 08h39

Pesquisa da Fiocruz aponta queda no ritmo de mortes por covid

Mesmo assim, o estudo aponta que somente três estados apresentam tendência de queda
Por: Tâmara Freire/Agência Brasil - Foto: Divulgação
Pesquisa da Fiocruz aponta queda no ritmo de mortes por covid

Apesar da quantidade ainda alarmante de novos óbitos provocados pela pandemia no país, a plataforma Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz, apontou uma redução de 28,3% na média móvel diária no último mês. Uma comparação entre os dias 9 de abril e 9 de maio mostra que o cálculo registrava cerca de 2.900 mortes diárias e passou a contar 2.100 vítimas fatais. Do dia 25 de abril para cá, ou seja, nas duas últimas semanas, a redução ficou em 15,8%.

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Mesmo assim, a ferramenta considera que o país ainda passa por um período de manutenção da curva em alta, verificado em quase todos os estados, à exceção de Amazonas, Pará e Pernambuco, onde já se pode dizer que há uma tendência de queda.

A evolução dos novos casos notificados traz o mesmo panorama, mas dessa vez com uma exceção negativa, o Rio de Janeiro, que ainda está numa trajetória de crescimento.

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O pesquisador da Fiocruz, Christovam Barcelos, ressalta que na última quinta-feira, dia 6, o estado bateu um recorde de notificações de covid, 9.185, e mais de 70% delas vieram da capital, muito acima dos 40% geralmente verificados, o que mostra que os dados dos últimos dias também estão influenciados por informações represadas, mas já podem ser uma consequência das flexibilizações recentes.

O próprio prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, admitiu na última sexta que o pico de mais de 6.600 notificações se deu pelo lançamento em um único dia de muitos casos reportados anteriormente.

Em todo o país, a média móvel de casos em 9 de abril foi 66.156, caindo para 61.411 no dia 9 de maio, ou 7,17%. No entanto, a comparação com 14 dias antes mostra um aumento de 8%. Já no Estado do Rio, os casos passaram de 3.117 para 5.519 em um mês, 77% a mais, e na capital essa média móvel mais do que triplicou, de 1.041 para 3.702.

A média móvel é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado por sete. Desta forma, os pesquisadores conseguem ter um panorama melhor da tendência de evolução da doença naquele período, diluindo as baixas ou picos isolados.

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