30/04/2021 07h59 - Atualizado em 30/04/2021 07h59

Polícia Federal teme que corte de R$ 130 milhões possa prejudicar o trabalho da instituição

Para o governo, o trabalho da PF não será prejudicado
Por: Luis Ricardo Machado / Rede de Notícias Regional - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Polícia Federal teme que corte de R$ 130 milhões possa prejudicar o trabalho da instituição

A Federação Nacional das Polícias Federais e o sindicato da categoria acreditam que o trabalho da emissão de passaportes, o atendimento nas fronteiras, portos e aeroportos fiquem prejudicados com o bloqueio de R$ 130 milhões. O Ministério da Justiça informou que o orçamento para este ano de 2021 caiu de R$ 1.210 bilhão para R$ 1.080 bilhão.

Para o governo, o trabalho da PF não será prejudicado. A presidente do Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo, Susanna do Val Moore, diz que faltará recurso para a aquisição de equipamentos para os novos agentes que estão chegando na corporação e o trabalho operacional será prejudicado.

“Viatura, armamento. Então, precisa de tudo isso. Fora a logística das operações, a logística do trabalho da PF. Com certeza é prejudicial o corte dos recursos. Então a gente espera que isso seja apenas temporário e volte logo o recurso para a PF para não prejudicar demasiadamente o trabalho que a gente vem fazendo atualmente”.

Já o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio de Araújo Boundens, diz que este bloqueio de R$ 130 milhões do orçamento destinado à PF não é algo orquestrado e, sim, um ajuste que o governo vem fazendo em todo orçamento.

“Há um contingenciamento geral que está sendo implementado pelo Governo Federal. Então, isso já nos tranquiliza de não ser alguma ação ou decisão vinda do governo em direção à Polícia Federal, exclusivamente. Então, esse ponto fica esclarecido. Nós já tentamos ter a compreensão do momento financeiro do país, momento econômico”, sinaliza.

Hoje, a Polícia Federal tem em torno de 10.500 mil agentes distribuídos entre delegados, agentes, peritos, escrivães, papiloscopistas e o quadro administrativo.

As entidades representantes acreditam que o ideal seria ter, pelo menos, 30 mil servidores para atender a demanda.

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