12/04/2021 14h34 - Atualizado em 12/04/2021 14h42

Com apoio a causa animal, Assembleia Legislativa ganha mascote

Cãozinho galgo Guri foi eleito pelos seguidores nas redes sociais institucionais
Por: Juliane Soska / assessoria Gabriel Souza / Foto: Divulgação
Com apoio a causa animal, Assembleia Legislativa ganha mascote

A Assembleia Legislativa ganhou um mascote: o cãozinho galgo Guri, nome eleito pelos seguidores nas redes sociais institucionais do Legislativo. Escolhido para representar os animais e ilustrar os debates sobre a causa animal no Parlamento, o cachorro foi batizado pelos internautas em votação entre as opções Guri, Chima ou Bagual. Ele está ajudando a divulgar também as ações da Casa pelo Abril Laranja (saiba mais), mês de alerta e prevenção dos maus-tratos contra os animais.

O presidente da Assembleia, deputado Gabriel Souza (MDB), explica que a imagem do galgo foi selecionada para ajudar a conscientizar adultos e crianças para os cuidados com os animais em virtude do alto número de indicadores de crueldade registrados no Rio Grande do Sul. “O estado vinha sendo território para realização de corridas de cães depois que a prática foi proibida em países vizinhos. Apesar de muitos afirmarem que trata-se de um esporte saudável, as corridas causam, inegavelmente, danos físicos e psíquicos aos animais envolvidos”, esclarece o parlamentar.

Gabriel é autor do projeto de lei que proíbe as corridas de cães no Rio Grande do Sul. O texto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa na última terça-feira (6), após ser reenviado pelo Governo do Estado em razão da suspensão das proposições do deputado ao assumir a presidência do Parlamento. Em fevereiro, um decreto do Executivo já havia proibido a prática em território gaúcho.

Um caso recente de crueldade contra cães galgos foi apurado pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram-BM) de Pelotas. Durante fiscalização em Arroio Grande, o grupo encontrou cerca de 70 cães em péssimas condições. Em um abrigo, três animais se alimentavam da carcaça de cavalo em avançado estágio de putrefação e dispunham apenas de água suja, com acúmulo de algas para beber. “Casos como esse nos entristecem, mas precisamos alertar a população para que não se repitam”, finaliza o presidente.

Denúncias – Casos de maus-tratos contra animais podem ser denunciados nas 15 Delegacias Amigas dos Animais do estado. O registro também pode ser feito pelo WhatsApp da Polícia Civil pelo número (51) 98444 0606 ou pela delegacia online através do link www.pc.rs.gov.br/faca-uma-denuncia.

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