07/04/2021 14h27 - Atualizado em 07/04/2021 14h33

Em Chapecó, Bolsonaro defende autonomia de médicos para tratar covid

Presidente visitou unidade que zerou o número de pacientes com coronavírus
Por: Gil Martins/Acústica FM - Foto: Divulgação
Em Chapecó, Bolsonaro defende autonomia de médicos para tratar covid

Depois que o número de internações foi zerado na Unidade de Terapia Semi Intensiva do Centro Avançado de Atendimento COVID, em Chapecó, Santa Catarina, a prefeitura municipal colocou o espaço à disposição do governo federal.

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Segundo a gestão da cidade catarinense, 75 leitos de enfermaria já estavam desativados, pela ausência de pacientes. O espaço foi limpo e desinfectado, caso haja nova alta de casos ou se os governos estadual e federal quiserem assumir para atender outras regiões.

Para conhecer o local, o Presidente Jair Bolsonaro viajou até Chapecó, nesta quarta-feira (7), acompanhado de quatro ministros. Em cerimônia com autoridades, Bolsonaro comemorou os resultados do município e defendeu a autonomia de médicos para receitarem tratamento precoce contra covid-19.

Assim como o presidente, o Conselho Federal de Medicina defende o direito a autonomia aos médicos, no diagnóstico e na prescrição de tratamentos. Há duas semanas, a associação médica brasileira destacou que os medicamentos utilizados como preventivos para covid “não possuem eficácia científica comprovada” e, por isso, a utilização deve ser banida.

As internações no centro avançado de atendimento a covid foram zeradas depois que o município registrou recordes seguidos de mortes diárias e, por isso, decretou, durante duas semanas, lockdown parcial. Após o fim da medida, as regras foram flexibilizadas, em março, mantendo restrições em serviços não essenciais.

Ao lado do presidente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou como prioridades o investimento na campanha de vacinação e nas pesquisas científicas.

Ainda durante o evento, o presidente Bolsonaro voltou a criticar medidas de isolamento, por temer o aumento do desemprego e da pobreza. Segundo ele, o governo federal não vai decretar lockdown nacional.

Texto: Sayonara Moreno/Agência Brasil

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