16/12/2020 14h39 - Atualizado em 16/12/2020 17h57

Projeto de estímulo ao etanol pode viabilizar biorrefinaria em Camaquã

O projeto prevê a criação de três mil vagas de emprego na cidade
Por: Gil Martins/Acústica FM - Foto: Ilustração/Divulgação
Projeto de estímulo ao etanol pode viabilizar biorrefinaria em Camaquã

Nesta semana, o governador Eduardo Leite, assinou projeto de lei que institui o Programa Estadual de Produção de Etanol Amiláceo, o Pró-Etanol. A medida animou segmentos que aguardavam com ansiedade pelo início dos trabalhos de incentivo para área.

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A proposta, construída em conjunto pela Frente Parlamentar em Defesa da Produção e Autossuficiência de Etanol da Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado Elton Weber, prevê uma política estadual de estímulo à produção de etanol baseada em matéria-prima de amiláceos ou fontes de amido. A intenção é reduzir a dependência do RS do etanol externo.

Este projeto sendo aprovado, poderá beneficiar a região de Camaquã, com a possível implantação de uma usina de etanol. O projeto prevê a criação de três mil vagas de emprego na cidade.

A biorrefinaria é projetada há anos pela empresa Vinema Multióleos Vegetais. O diretor de projetos e de desenvolvimento, Vilson Neumann Machado, projeta a implantação de seis usinas de etanol no Rio Grande do Sul, sendo que uma delas poderá ser criada em uma área rural, que fica no limite entre os municípios de Camaquã e Cristal.

As usinas devem usar na produção do álcool, cereais como arroz (principalmente) e, secundariamente, sorgo e triticale (um híbrido do trigo e do centeio). Estas usinas também devem gerar coprodutos, que podem ser destinados à fabricação de ração animal.

Em 2013, ocorreu a assinatura de um protocolo de intenções, entre a Vinema e o Governo do Estado. Na época, o investimento total era estimado em torno de R$ 720 milhões.

Com a criação do programa, terras sem uso no inverno serão melhor aproveitadas. Dados da Embrapa Trigo indicam que o Estado tem seis milhões de hectares de grão cultivados no verão. No inverno, a área plantada é de apenas 1,2 milhão de hectares.

Triticale, aveia branca, cevada, centeio e até mesmo trigo de menor qualidade são algumas das possibilidades para compor o leque de matérias-primas para etanol. Sorgo granífero, arroz gigante e batata-doce também são opções.

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