22/10/2020 14h40 - Atualizado em 22/10/2020 14h41

Médica é libertada do cativeiro após ser sequestrada em Erechim

Uma mulher e dois homens envolvidos no sequestro, foram presos pela polícia
Por: Polícia Civil - Foto: Divulgação/Policia Civil
Médica é libertada do cativeiro após ser sequestrada em Erechim

Na noite dessa quarta-feira (21), a Polícia Civil do RS, em conjunto com as Polícias Civis de Santa Catarina e do Paraná, Polícia Rodoviária Federal e Brigada Militar, localizou o cativeiro e libertou a médica Tamires Regina Gemelli da Silva Mignoni. A vítima havia sido arrebatada na última sexta-feira (16) em Erechim, enquanto saía do trabalho.

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Ela foi libertada do cativeiro no município de Cantagalo, região central do Paraná, cerca de 32 km de Laranjeiras do Sul, cidade de origem da médica. Durante a operação policial, uma mulher e dois homens diretamente envolvidos no sequestro foram presos.

O crime ocorreu no momento em que a vítima saía do trabalho na Unidade Básica de Saúde no bairro Aldo Arioli, em Erechim.

A médica, encontrada bem e com saúde, chegou na residência de seu pai, prefeito de Laranjeiras do Sul, na madrugada desta quinta-feira (22). Investigações posteriores serão realizadas com o intuito de identificar outros indivíduos por suspeita de participação no sequestro.

Hoje pela manhã, durante atendimento à imprensa, foram passadas algumas informações preliminares sobre o caso. Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Delegado Sander Cajal, os sequestradores realizaram contato com a família da vítima pedindo 2 milhões de reais pela sua libertação. Cajal destacou que o trabalho conjunto de várias instituições, com integração e muito trabalho de inteligência policial, foi fundamental para o sucesso da operação, resultando na libertação de Tamires e sem o pagamento do valor exigido.

Conforme a Chefe de Polícia do RS, Delegada Nadine Tagliari Farias Anflor, nos últimos dois anos a Polícia Civil do RS tem 100% de efetividade com liberação da vítima em casos de extorsão mediante sequestro. “A vítima estava em boas condições de saúde ao ser libertada. É muito importante salientar que, durante esses cinco dias, os policiais estavam dando todo o suporte à família da vítima”.

Ainda conforme a Delegada Nadine, não há indicativo que o crime tenha viés político pelo fato da vítima ser filha do prefeito de Laranjeiras do Sul: “As investigações continuam e essa hipótese não é descartada, mas tudo leva a crer que o objetivo era patrimonial, em obter esse valor de forma ilícita”, afirmou.

Dentre os presos, está o vigilante de um banco de Laranjeiras, que estava em licença saúde, além de um taxista que ajudou nos deslocamentos durante o sequestro. Já a mulher presa teria o papel de cuidar do cativeiro.

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