09/10/2020 10h24 - Atualizado em 09/10/2020 10h24

Operação desarticula quadrilha que atuava em diversas cidades do Estado

Foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão
Por: Polícia Civil RS - Foto: Polícia Civil
Operação desarticula quadrilha que atuava em diversas cidades do Estado

Na manhã desta sexta-feira (09), a Polícia Civil deflagrou a Operação “Godfather”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação principal nos municípios de Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Torres e Florianópolis/SC, a qual se ocupava dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e posse de armas em larga escala. Na ação, um homem e uma mulher foram presos em flagrante e outros dez indivíduos foram presos preventivamente.

Foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em residências particulares e estabelecimentos comerciais, divididos em todos os municípios relacionados. No curso das buscas realizadas hoje, foram apreendidos cerca de R$ 8.000,00 (oito mil reais) em dinheiro, um veículo, um fuzil calibre 5,56, duas espingardas calibre .12 e .24 e aparelhos celulares. A maioria dos alvos da operação já possuía antecedentes pelo crime de tráfico de drogas.

As investigações tiveram início em março do corrente ano e por seis meses os agentes da Draco, juntamente com as Delegacias de Polícia de Teutônia, Bom Retiro do Sul e Venâncio Aires, realizaram atividades de inteligência policial na identificação dos alvos e colheita das provas. Foi realizado um minucioso acompanhamento das atividades dos traficantes e usuários, identificando o seu modo de atuação, de onde a droga vendida era originada e quem a fornecia. Também foram identificadas a formas de aquisição e venda nos municípios da região, além de uma estimativa do valor monetário movimentado pelos indivíduos na ocultação dos valores na aquisição de bens, principalmente pela chefia. Acredita-se que o principal alvo local, o qual comandava a venda de maconha e drogas sintéticas em Lajeado e parte do Vale do Taquari, movimentava cerca de 800 mil reais por ano. Apurou-se que as drogas sintéticas abasteciam festas de música eletrônica na região.

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As atividades investigativas angariaram um farto lastro irrefutável de provas dos crimes praticados e individualizando-se a participação de cada um dos participantes do grupo criminoso. Haviam os gerentes que eram responsáveis por receber a droga enviada pelo chefe do grupo, e que distribuíam entre os responsáveis pelas vendas nos pontos de venda (biqueiras ou bocas de fumo). Após as vendas, havia os responsáveis pelo recolhimento do dinheiro, e ocultação até a remessa semanal para o chefe, em Lajeado. O grupo utilizava serviços de táxi, uber e moto-boys para o transporte dos ilícitos e do dinheiro proveniente das vendas.

Apurou-se, ainda, que o chefe do tráfico na região e o fornecedor da droga utilizavam movimentação financeira na rede bancária oficial e a aquisição de bens móveis como carros e também imóveis, o que caracteriza a lavagem de dinheiro.

Ainda, foi apurado o responsável pelo fornecimento das drogas vendidas pela organização nas regiões do Vale do Taquari e Rio Pardo. O indivíduo foi preso no Litoral Catarinense durante a operação. Salienta-se que com prisão do fornecedor, a Draco conseguiu enfraquecer a atuação da organização na região, inclusive com a apreensão de bens (... citar) ligados, principalmente, aos líderes do tráfico.

A operação desencadeada nessa madrugada objetivou não apenas apreender drogas e pequenos traficantes, mas sim buscou-se atingir financeiramente a organização e a chefia da organização. A ação policial contou com a cooperação de mais de 150 Policiais e empregou 48 viaturas, sendo: 14 Delegados e 120 agentes da Polícia Civil, 17 Policiais Militares, 02 Policiais Rodoviários Federais e 06 cães de faro.

A Operação foi assim intitulada “Godfather” porque o chefe local do tráfico e da organização criminosa desarticulada nesta operação, era chamado de “Padrinho” pelos outros traficantes, e cuja tradução desse vocábulo batizou a operação. Por fim, “o Padrinho” era quem comandava o tráfico local de maconha e drogas sintéticas, e restou provado ser membro do “segundo escalão” de uma associação originada na Capital do Estado e com forte atuação no Vale do Taquari, inclusive ordenando a maioria dos homicídios que aqui são praticados.

A operação foi organizada e coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas de Lajeado (DRACO), sob o comando do Delegado de Polícia, Dinarte Marshall Júnior.

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