26/08/2020 10h34 - Atualizado em 26/08/2020 11h05

26 de agosto: por que o Dia da Igualdade da Mulher é importante?

Em Camaquã a Rede de Atenção a Mulher (RAM) realiza atendimento especializado a mulheres
Por: Valesca Luz / Acústica FM - Foto: Maria da Penha / Divulgação
26 de agosto: por que o Dia da Igualdade da Mulher é importante?

Nesta quarta-feira (26) é recordado o Dia da Igualdade da Mulher que traz importância quando se trata da igualdade de direitos. Ao longo da história as mulheres enfrentam diversas barreiras na busca pelos direitos iguais como o voto, a voz na política, protagonismo no mercado de trabalho e outros setores. A data é importante para reforçar o que ainda falta acontecer no mundo e fortalecimento do apoio entre mulheres, sendo o significado da famosa palavra “sororidade”.

Em tempos de pandemia causada pelo coronavírus, ocorre o aumento de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. Pensando em formas de diminuir esta realidade o governo gaúcho trabalha no Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra Mulher, a ação foi lançada para recordar os 14 anos da Lei Maria da Penha, outro direito conquistado pelas mulheres, sancionada em 7 de agosto de 2006. Maria da Penha sofreu violência doméstica durante 23 anos de casamento pelo marido Marco Antônio Heredia Viveros. No entanto, além de violência doméstica, as mulheres são vítimas, a violência patrimonial, sexual, física, moral e psicológica.

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Órgãos de segurança do Estado, ongs e redes femininas trabalham em campanhas que ajudam mulheres vítimas de violência doméstica e empoderamento feminino. Em Camaquã, a Rede de Atenção a Mulher (RAM) através da Sala das Margaridas na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento realiza o atendimento especializado. Por conta da pandemia, a prestação do serviço gratuito ocorre de forma online. O governador gaúcha sancionou a lei projeto Máscara Roxa criado pelo Comitê Gaúcho da ONU. O Coletivo Ser Mulher também é um projeto criado em Camaquã com intuito de receber e fortalecer o protagonismo feminino.

Em “A sujeição das mulheres” de 1869, John Stuart Mill já defendia a igualdade entre gêneros e que a razão básica da desigualdade não é a superioridade moral dos homens, mas a sua força física. A autora do famoso livro “O segundo sexo” de 1949 trouxe uma renovação nas teorias feministas no Norte Global, a obra faz uma crítica política a subordinação das mulheres, diferente das perspectivas conservadores da psicanálise e teoria dos papeis sexuais, que conformavam as pessoas a cultura.

Nesta quarta-feira também ocorre o Sindimulher, um evento online que traz como protagonismo o empoderamento feminino em diferentes plataformas, locais e profissões. Saiba como participar do evento que tem como tema: “Reinvenção de Vendas e Consumo em Tempos de Pandemia”.

Conheça alguns desses exemplos em Camaquã e região:

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