14/07/2020 09h16 - Atualizado em 14/07/2020 09h17

Entenda os motivos que levaram a PF até Paulinho da Força

Parlamentar é um dos alvos da Operação Dark Side, na manhã desta terça-feira (14)
Por: Lennon Haas / Acústica FM - Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Entenda os motivos que levaram a PF até Paulinho da Força

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) é alvo da operação Dark Side, que ocorre na manhã desta terça-feira (14). O político também é presidente do Solidariedade.

Agentes da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Eleitoral realizam buscas no gabinete do parlamentar e na sede da Força Sindical. A Dark Side faz parte da operação Lava Jato e investiga lavagem de dinheiro e suposto caixa 2 de R$ 1,7 milhão.

São sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Brasília. A 1° Zona Eleitoral de São Paulo definiu ainda o bloqueio judicial de contas bancárias e imóveis dos investigados.

“Por meio da quebra dos sigilos bancários, intercâmbio de informações com o COAF, testemunhos de pessoas relacionadas aos fatos, dentre outras medidas investigativas, foi constatada a existência de fundados indícios do recebimento por parlamentar federal de doações eleitorais não contabilizadas, de maneira dissimulada, durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012, no valor total de R$ 1,7 milhão. Referidos pagamentos teriam ocorrido por meio da simulação da prestação de serviços advocatícios e também mediante o pagamento de valores em espécie, contando para isso com doleiros contratados pelo referido grupo.

Com o decorrer das investigações, apurou-se que o escritório de advocacia, supostamente envolvido na simulação da prestação de serviços, tinha como um dos seus sócios o genro do parlamentar. Com a quebra do sigilo bancário do referido escritório, foi identificada também a transferência de valores próximos à eleição de 2012, oriundos de entidade sindical relacionada ao parlamentar investigado e não declarada em sua campanha",afirmou a Polícia Federal em nota.

Por se tratar de parlamentar no exercício do mandato de deputado federal, as investigações em primeira instância, em relação a ele, se restringem aos fatos apurados nos anos de 2010 e 2012.

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