07/05/2020 15h56 - Atualizado em 07/05/2020 15h59

Agricultura apresenta caminhos para Estado ser declarado zona livre de aftosa sem vacinação

Covatti Filho realizou transmissão pela internet para anunciar próximos passos para a certificação
Por: Governo do Estado - Foto: Emerson Foguinho / SEAPDR
Agricultura apresenta caminhos para Estado ser declarado zona livre de aftosa sem vacinação

Os próximos passos para o Rio Grande do Sul ser declarado zona livre de aftosa sem vacinação foram apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) nesta quinta-feira (7/5). A pasta também informou os resultados preliminares da campanha antecipada de vacinação contra a febre aftosa, realizada de 16 de março a 24 de abril.

Neste ano, os pecuaristas gaúchos vacinaram 90,1% do rebanho de 11.254.305 de animais (de um total de 12.492.170 de bovinos e bubalinos). Os dados ainda estão sendo computados pela Seapdr e serão finalizados até 29 de maio. “O percentual de 85% já é considerado satisfatório, e a cobertura vacinal deve ser maior”, afirmou o secretário Covatti Filho, durante transmissão por rede social na manhã desta quinta (7).

Conforme o secretário, a decisão pela suspensão da vacinação contra a febre aftosa depende do trabalho técnico do Departamento de Defesa Agropecuária para implementar e manter as ações de controle da enfermidade, da anuência do Ministério da Agricultura por meio de auditorias, do interesse e comprometimento dos setores produtivos no processo e da articulação política – Executivo e Legislativo – para a sustentabilidade do programa. “Estamos preparando a secretaria para a mudança de status sanitário. Queremos tornar o Estado livre de aftosa, livre de vacina e livre para crescer e abrir mercados mais exigentes e que remuneram melhor”, ressaltou Covatti.

Evolução do status sanitário

Neste mês de maio, se inicia a contagem de um ano da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a certificação. Logo após, em agosto, o Ministério da Agricultura fará a supervisão de acompanhamento do plano de ação e marcará nova auditoria para setembro. Em seguida, o ministério deve realizar nova auditoria e encaminhar pedido para deliberação da OIE, em outubro. Daqui a um ano, em maio de 2021, a OIE pode reconhecer o Rio Grande do Sul como Estado livre de aftosa sem vacinação

Medidas do Estado

O Estado já apresentou o plano estratégico e os projetos técnicos e de planejamento para defesa de sanidade animal, com vigilância ativa, análise de rede e cuidados com a fronteira. De acordo com o secretário, a mudança de status sanitário será uma decisão técnica, não política. “Estamos trabalhando tecnicamente em consonância com entidades representativas do setor e órgãos governamentais e de fiscalização. Todas as decisões serão com base em análises técnicas”, garantiu Covatti.

A Seapdr elaborou plano de ação para atender as ações apontadas em relatório final de auditoria do Ministério da Agricultura. O plano contém 18 medidas, a maioria envolvendo correções de procedimentos como preenchimento de documentos e relatórios.

Os dois principais apontamentos dizem respeito à contratação de 150 auxiliares administrativos para ampliar o quadro de pessoal e de fiscalização, além da compra de cem veículos, sendo 72 pelo Estado e 28 pelo governo federal. Segundo o secretário adjunto da Seapdr, Luiz Fernando Rodriguez Junior, o Estado deve atender as medidas dentro do prazo estipulado, que é em agosto deste ano.

A Seapdr também publicou instrução normativa proibindo venda e aplicação da vacina e impedindo o ingresso de animais vacinados no Estado nos próximos 12 meses. O prazo para digitação e envio dos relatórios oficiais da campanha de vacinação termina em maio.

Conforme a Seapdr, o custo anual estimado para a vacinação contra a febre aftosa é de R$ 228 milhões, considerando custos de vacina, logística, mão de obra e perda de peso dos animais – 20 milhões de cabeças, em duas etapas de vacinação.

DEPARTAMENTO DE DEFESA AGROPECUÁRIA NO RS

Pessoal:

• 324 fiscais estaduais agropecuários - médicos-veterinários

• 86 fiscais estaduais agropecuários - engenheiros agrônomos e florestais

• 290 técnicos agrícolas

• 123 administrativos

• 189 auxiliares de serviços rurais

Estrutura:

• 503 veículos

• 26 vans, trailers e motorhome

• 6 barcos

• 3 caminhões

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