03/04/2020 14h39 - Atualizado em 03/04/2020 14h39

Assembleia Legislativa pede a Bolsonaro medidas contra a estiagem no RS

Prorrogação e repactuação de dívidas de crédito agropecuário, está entre as medidas solicitadas
Por: Maicon Bock/Assembléia Legislativa - Foto: Joel Vargas/Divulgação
Assembleia Legislativa pede a Bolsonaro medidas contra a estiagem no RS

O presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP), pediu ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), medidas contra a estiagem que afeta o Rio Grande do Sul. Por meio de ofício enviado nesta semana, o parlamentar solicitou uma série de ações de apoio aos produtores ao relatar “extrema preocupação com o agronegócio gaúcho” em razão da falta de chuvas que prejudicou a safra.

“Embora o país tenha obtido uma supersafra neste ano, nosso Estado foi acometido por uma estiagem gigantesca, situação que, agravada pelas restrições decorrentes da pandemia da Covid-19, tem gerado perdas na produção de diversas culturas agrícolas em praticamente todas as regiões, com prejuízos que variam de intensidade e se estendem para a pecuária de corte e leite em razão de os produtores não conseguirem fazer a silagem do milho com qualidade”, informou Polo.

Com apoio de outros parlamentares e o endosso da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, presidida pelo deputado Adolfo Brito (PP), e da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, presidida por Edson Brum (MDB), o Parlamento solicita apoio e ações para amenizar as perdas. Cópias do ofício foram enviadas aos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

O pedido de auxílio é dividido em quatro itens: prorrogação e repactuação de dívidas de crédito agropecuário; criação de linhas de crédito emergencial para agricultores, para capital de giro; liberação emergencial de recursos para a subsistência da pequena propriedade rural, com atenção ao custeio do fornecimento de água potável para prefeituras e produtores, inclusive com locação de caminhões-tanque, viabilizando o consumo humano e animal; e linha de crédito, por meio do BNDES, para as cooperativas e empresas cerealistas.

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