07/02/2019 16h43 - Atualizado em 07/02/2019 16h43

Telessaúde acelera e qualifica o atendimento na Atenção Primária em Saúde

Em seis anos de funcionamento do serviço, foram feitas mais de 63 mil teleconsulta no Rio Grande do Sul
Por: Ascom SES Foto: Divulgação/SES
Telessaúde acelera e qualifica o atendimento na Atenção Primária em Saúde

Redução da fila de espera por especialidade e melhoria da Atenção Primária à Saúde (APS) são alguns dos resultados obtidos com o uso de ferramentas de tecnologias da informação na saúde do Estado. Além de promover, acelerar e qualificar a assistência em saúde, por meio de teleconsultoria e de uma segunda opinião, o programa envolve ações de regulação, telediagnóstico e teleducação. 

Por meio de teleconsultorias gratuitas por telefone e de plataforma online, profissionais que atuam na APS podem esclarecer dúvidas sobre diagnóstico e tratamento, subsidiando a tomada de decisões em tempo real. Em 2014, o RS foi o primeiro estado a oferecer o serviço de teleconsultoria aos enfermeiros. 

Em seis anos de funcionamento do serviço, foram feitas mais de 63 mil teleconsultorias no Rio Grande do Sul. Como resultado, seis em cada 10 usuários atendidos tiveram sua situação de saúde resolvida no primeiro nível de atenção, sem necessidade de encaminhamento para especialistas. 

O serviço é fruto do Programa TelessaúdeRS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que conta com o apoio técnico e financeiro da Secretaria da Saúde (SES), da Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (DAB/MS). 

É uma estratégia que visa, principalmente, à qualificação e melhoria do atendimento prestado por profissionais que atuam na Atenção Primária, incluindo médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos de enfermagem, técnicos e auxiliares em saúde bucal, agentes comunitários de saúde, entre outros. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30 (horário de Brasília), por meio do número 0800 644 6543. 

“Espera-se que a Atenção Primária à Saúde resolva até 85% dos casos. Assim, o usuário tem sua necessidade atendida perto da sua casa, com o tempo de resposta e custos adequados. Com isso, há uma expressiva redução do tempo de espera para os especialistas, diminuição dos deslocamentos do usuário e redução de custos do Sistema para o Estado”, afirma a coordenadora adjunta da Coordenação Estadual da Atenção Básica, Poala Vettorato.

RegulaSUS 

Em 2013, a SES desenvolveu, em conjunto com o TelessaúdeRS, o RegulaSUS. Pelo sistema, consultores telefonam para os profissionais da Atenção Primária para discutir casos de usuários que já estão na fila de regulação de consultas especializadas do interior e atualizar os dados. Esta análise é feitta a partir de 252 protocolos clínicos baseados em evidências e que abordam condições como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca. Hoje, a cada três casos discutidos nas especialidades de endocrinologia, neurologia, pneumologia e reumatologia, dois são resolvidos por teleconsultoria. 

“Com isso, diminuímos em 66% o número de encaminhamentos para especialistas no Estado, aceleramos a marcação dos casos mais graves e reduzimos o tempo de espera dos usuários”, destaca Poala. Para ela, no caso da neurologia adulto, o tempo de espera por uma consulta reduziu em 94%, passando de 645 dias para 42 dias em menos de três anos de parceria com o TelessaúdeRS. 

Os protocolos de encaminhamento são desenvolvidos para as condições de saúde mais comuns em cada especialidade médica ou odontológica, visando aos limites entre os cuidados prestados na APS e nos outros níveis de atenção. Além dos protocolos para o Rio Grande do Sul, o TelessaúdeRS também desenvolveu protocolos para uso em todo o Brasil, através do Ministério da Saúde. 

Em três anos de implementação do RegulaSUS, 215.239 casos foram regulados, nas especialidades de andrologia, cirurgia torácica, dermatologia, endocrinologia, estomatologia, gastroenterologia, genética, ginecologia, hematologia, infectologia, mastologia, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, obstetrícia, oftalmologia, pneumologia, proctologia, reumatologia e urologia. Como resultado, a fila de espera reduziu de 170 mil usuários em janeiro de 2014 para 92.569 usuários em outubro de 2018.

Telediagnósticos 

Ação que pretende aumentar o acesso a exames especializados, diminuir o deslocamento dos usuários e o encaminhamento para especialistas. Após a consulta do usuário na Atenção Primária, os médicos solicitam o exame via Plataforma do TelessaúdeRS. Os resultados e a interpretação também são realizados por médicos especialistas do TelessaúdeRS. 

Hoje são ofertados quatro exames por telediagnósticos. O RespiraNet é direcionado para Doenças Respiratórias Crônicas (DRC) por meio do exame de espirometria. Desde 2013, contabiliza mais de 26 mil exames. O DermatoNet, telediagnóstico para doenças que se manifestam na pele, e o TeleOftalmo, para saúde ocular, implantados em 2017, resultaram em 5 mil e 11 mil exames, respectivamente. O EstomatoNet, telediagnóstico para lesões na boca, desde 2016 soma mais de mil. 

“Exames feitos no atendimento primário têm contribuído para evitar encaminhamentos desnecessários e diminuir o tempo de espera para consulta com especialistas. Em alguns casos, tem viabilizado o diagnóstico precoce de doenças de alto risco, como o câncer”, avalia a coordenadora adjunta. 

A plataforma do TelessaúdeRS oferece ainda cursos voltados aos profissionais de saúde que atuam na atenção primária. A finalidade é qualificar o atendimento clínico e as práticas de trabalho. 

Os gestores podem acompanhar o uso do TelessaúdeRS pelas equipes em seu município acessando aos dados de utilização do canal de atendimento 0800, RegulaSUS e telediagnósticos pelo link

Profissionais que atuam na APS podem esclarecer dúvidas sobre diagnóstico e tratamento acessando a plataforma do TelessaúdeRS.

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