Economia

Movimento volta cobrar posição do governo do RS sobre instalação de pedágio na RS-118

Lideranças empresariais, políticas e comunitárias da região metropolitana buscam há três meses uma reunião com o governador, mas sem sucesso
Por: Airton Lemos
Publicado em: 22/06/2022 às 21h16
Movimento volta cobrar posição do governo do RS sobre instalação de pedágio na RS-118 Foto: Divulgação

 O Movimento RS -118 Sem Pedágios busca há 90 dias uma reunião com o Governador Ranolfo Vieira Júnior. O encontro aguardado por lideranças empresariais, políticas e comunitárias da região metropolitana quer impedir o Estado de incluir a rodovia no Plano de Concessões do Piratini e uma resposta mais firma em relação a retirada do pedágio prevista no projeto inicial

Um dia após a transmissão de cargo, em 31 de março, no Palácio Piratini, de Eduardo Leite para Ranolfo Vieira Júnior, foi solicitada a reunião por deputados ligados ao Movimento. Pedidos que foram reforçados depois também.

“O movimento busca a garantia da desistência, definitiva, da ideia de instalar essa praça de pedágio urbana na 118”, afirma, o presidente Darcy Zottis

Após ter anunciado três pacotes de concessões de rodovias estaduais gaúchas, o Palácio Piratini recuou no final de maio. Depois de receber uma forte pressão de prefeitos, parlamentares e empresários, o governo decidiu devolver para estudo um bloco de oito rodovias da Região Metropolitana, Litoral e Serra.

 O principal questionamento envolve a RS-118. O governo quer que o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), responsável pelos levantamentos que embasaram o projeto, diga se é possível que a rodovia não tenha pedágio. Outra alternativa seria dividir o valor da tarifa entre dois pontos de cobrança. 

Uma terceira opção seria usar recursos públicos para que a empresa vencedora do leilão execute a principal obra da RS-118: a duplicação de 15 quilômetros entre Gravataí e Viamão.

Por fim, analisar se é possível seguir com o bloco de sete rodovias e licitar a concessão da RS-118 à parte. Os estudos devem ser realizados em até quatro meses. Após o estudo, o governo ainda vai fazer audiência e consulta públicas.  A previsão  da publicação do edital é de que ocorra apenas no fim do ano.