Justiça

Justiça: entenda os motivos da “liberação” dos jovens acusados de agressão em Camaquã

Decisão do júri proferida nesta segunda-feira (30), deu a liberdade para os agressores
Por: Gil Martins/Acústica FM
Publicado em: 31/08/2021 às 10h17
Atualizado em: 31/08/2021 às 15h03
Justiça: entenda os motivos da “liberação” dos jovens acusados de agressão em Camaquã Decisão causou repercussão entre a comunidade. Foto: Gil Martins/Acústica FM

Um dos juris mais polêmicos do ano em Camaquã, foi realizado na nesta segunda-feira (30). O tribunal do júri se reuniu para o julgamento de dois homens acusados de violência cometido contra um adolescente no centro da cidade.

Os atos violentos ocorreram em abril de 2020 e foram captados por câmeras de vigilância. O jovem é abordado por três elementos e agredido na cabeça por socos e chutes, sendo abandonado desacordado na calçada da Avenida Olavo Moraes.

Graças a divulgação de imagens, os envolvidos foram identificados e foi possível ouvir a versão deles em depoimento prestado na Delegacia de Polícia local. Eles afirmaram que descontaram no jovem a raiva após discussão com um outro homem na praça Zeca Netto.

O caso causou repercussão entre a comunidade e os dois adultos envolvidos na agressão, foram presos, permanecendo nesta condição até a data do julgamento. Já o terceiro agressor é um menor, que respondeu ao crime de acordo com a legislação estabelecida para menores infratores.

O júri realizado nesta segunda-feira durou cerca de 12 horas no Foro local. As imagens dos atos de violência foram apresentadas durante o julgamento, onde as discussões inerentes ao caso foram feitas.

Ao final, o juiz criminal Felipe Valente Selistre proferiu a sentença, afirmando que foram acatadas as teses das defesas, afastando a ocorrência de tentativa de homicídio. Desta forma, o crime foi desclassificado para lesões corporais gravíssimas.

Na prática, a teoria aceita foi a de lesões corporais e não a de homicídio qualificado tentado, a qual eles estavam sendo julgados. O júri entendeu que o fato deles estarem presos desde a data do fato, ou seja, a mais de um ano, já cumpriram pena compatível com o crime de lesão corporal gravíssima.

Com isso, os dois presos foram liberados da prisão. Cabe salientar que desta decisão, ainda é possível recurso, que provavelmente será impetrado pelo Ministério Público.