Doença diagnosticada em cavalo

Inspetoria veterinária confirma caso de Mormo em Tapes

Animal precisou ser sacrificado após diagnóstico de doença que pode ser transmitida aos humanos
Por: Gil Martins/Acústica FM - Foto: Ilustração/Adapec
Publicado em: 15/07/2021 às 14h48
Atualizado em: 12/08/2021 às 16h14
Inspetoria veterinária confirma caso de Mormo em Tapes

A Inspetoria de Defesa Agropecuária de Tapes, confirmou a existência de um caso confirmado de mormo em uma propriedade rural da localidade de Camélia, no interior do município. As medidas necessárias para evitar a proliferação da doença, já foram tomadas.

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Segundo o jornal Regional de Notícias, foi necessário sacrificar o animal, assim que se obteve o diagnostico positivo para a doença. Já os demais animais existentes no local, precisaram passar um exame.

A propriedade foi interditada, evitando assim, que outros animais possam estar entrando na área. A liberação só acontecerá após a realização de um segundo exame nos equinos do local, para que haja a certificação de que não há mais riscos.

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O que é o Mormo?

Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura, o mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que acomete primeiro os equídeos (cavalos, burros e mulas) e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao ser humano. A doença é transmitida a humanos pelo contato com animais infectados.

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A bactéria entra no organismo através da pele e das mucosas dos olhos e nariz. Casos esporádicos podem ocorrer principalmente em atividades profissionais relacionadas ao manejo desses animais ou manipulação de amostras contaminadas, infectando médicos veterinários, tratadores de equinos, funcionários de abatedouros e laboratoristas. Os profissionais expostos e pessoas que têm contato com animais suspeitos ou com equipamentos contaminados devem usar equipamentos de proteção individual, tais como luva, máscara, óculos e avental.

No ser humano, os sintomas gerais são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia. Podem ainda ocorrer lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia.

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Não há vacina disponível contra a doença. A prevenção envolve a identificação e eutanásia do animal infectado.