Saúde

Diretor técnico explica protocolos do hospital de Camaquã e desligamento de médica

Tiago Bonilha participou do programa Primeira Hora na manhã desta sexta-feira (19)
Por: Lennon Haas / Acústica FM - Foto: Valesca Luz / Acústica FM
Publicado em: 19/03/2021 às 17h49
Atualizado em: 12/08/2021 às 16h14
Diretor técnico explica protocolos do hospital de Camaquã e desligamento de médica

Diretor Técnico do Hospital Nossa Senhora Aparecida, o médico Tiago Bonilha participou do programa Primeira Hora na manhã desta sexta-feira (19). O profissional falou sobre os protocolos utilizados pela instituição no combate a covid-19 e sobre o desligamento de médica que aplicou tratamento alternativo contra a doença.

Ele ressaltou que, apesar de a pandemia já durar um ano, ainda se trata de uma doença nova. Segundo Tiago, todos estão em busca de respostas que ainda ninguém possui.

O diretor afirma que todos os médicos tem total autonomia. Ele destaca que anteriormente era contrário ao chamado tratamento precoce contra a covid-19, porém mudou de opinião com o passar do tempo.

O médico, porém, afirma que não é do escopo do hospital de Camaquã aplicar o tratamento precoce. Ou seja, não faz parte dos protocolos da instituição. O motivo, segundo ele, é que o hospital atende pacientes com sintomas moderados e graves e, sendo assim, o tratamento precoce não surtiria efeito algum.

“Não está no escopo do hospital o paciente do tratamento precoce, pois o alvo do tratamento precoce é o paciente com sintomas leves iniciais. Este paciente não tem que chegar para a gente.”, relatou o médico.

Ele relata também que o protocolo do hospital serve para que toda a equipe de atendimento trabalhe da forma mais parecida possível.

Tiago falou sobre o desligamento da médica Eliane Scherer, que aplicou um tratamento off-label em pacientes com covid-19.

Conforme relato do diretor, a médica utilizou um tratamento inalatório, que é vedado no hospital, pois as máscaras inalatórias emitem vapor que fica no ambiente e coloca em risco a equipe de profissionais. Devido a situação, o enfermeiro que acompanhava o caso discordou e se negou a realizar o procedimento, resultando em a própria médica realizando o procedimento.

Ainda, segundo ele, a medicação utilizada deveria ter sido prescrita no sistema do hospital, ficando documentada no prontuário do paciente, o que também não foi feito.

Tiago diz que o hospital terceirizou para uma empresa as escalas dos médicos e que esta empresa realizou o desligamento de Eliane.

Assista a entrevista na íntegra: