Doença nova?

Cavalo infectado com protozoário da doença de Chagas é descoberto no Brasil

Este é um dos primeiros casos descritos no mundo
Por: Gil Martins | Acústica FM
Publicado em: 05/08/2022 às 15h03
Atualizado em: 05/08/2022 às 15h06
Cavalo infectado com protozoário da doença de Chagas é descoberto no Brasil Foto: Ilustração | Pixabay

O Rio Grande do Norte registrou o primeiro caso de cavalo infectado com protozoário causador da doença de Chagas. É o primeiro caso de um protozoário trypanosoma cruzi, identificado em um cavalo no Brasil.

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O estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte ajuda a entender o ciclo da transmissão da doença para humanos. O caso do protozoário encontrado no cavalo é um dos primeiros descritos no mundo, mas não se sabe ainda se o equino pode infectar o inseto que transmite a doença para o homem.

A pesquisa de doutorado do médico-veterinário, Vicente de Araújo Neto, foi submetida para publicação e também descreve a infecção, pela primeira vez, em caprinos e ovinos no Rio Grande do Norte. 

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O inseto transmissor, o barbeiro, se infecta em contato com animais silvestres, por isso a importância de identificar os "reservatórios" da doença, ou seja, animais que podem transmiti-lo para o inseto. De acordo com o pesquisador, o mapeamento desses animais permite direcionar o combate ao barbeiro. Se o aparecimento de animais infectados for monitorado, será possível prever e combater novos surtos em humanos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de sete milhões de pessoas estão infectadas pelo parasita causador da doença de Chagas, além de 75 milhões de outras pessoas, que correm risco de contaminação.

A transmissão da doença que afeta o coração e o sistema digestivo, na fase crítica, acontece pelo contato com as fezes do inseto barbeiro ou pela ingestão de alimento contaminado. Se o inseto for encontrado, a orientação é acionar equipes da Vigilância de Saúde.

De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, em 2020, foi criada uma portaria que torna obrigatória a notificação de casos da doença, porém, ela ainda precisa ser implementada.

Texto: Gabriel Corrêa | Agência Brasil