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Publicado em 31/07/2020

Viva primeira idade!

Por: Simone Cortez

Atualmente, nos dias de hoje, neste momento, na contemporaneidade, presentemente, agora, modernamente são advérbios sinônimos atrativos. Se a leitura começasse com: na idade média, 100 anos antes de Cristo, ou no século XIX, certamente a leitura ficaria para outro dia, porém se buscássemos nossas respostas nos conselhos apaziguadores dos avós, na palavra de Deus, seja qual for a sua crença, os fatos obviamente seriam sendo encarados com muito mais equilíbrio.

A notícia dessa crise mundial minuto a minuto só gera stress e ansiedade pela incerteza do amanhã. As crianças são as maiores vítimas, pois constroem sua personalidade abdicando de sua infância, do aniversário com amigos, de nãopoder ver os familiares mais velhos devido ao bicho papão real e invisível que está lá fora. Você já pensou na possibilidade de seu filho ter medo de sair na rua ou perder a sensibilidade do abraço quando tudo acabar?

Os desenhos animados saíram das telinhas para o mundo real e são contados pelos pais em diversas versões. A abordagem atemorizante, embasada nos próprios medos deve ser ponderada, ou acarretará uma vida adulta cheia de travas de enfrentamento, medos “aparentemente” sem causas, transtornos compulsivos obsessivos (TOC), como potenciais reflexos do presente. Vejo crianças amedrontadas pela morte na televisão. Saber que o perigo existe e que é necessário higiene com as mãozinhas, uso máscaras, vivenciar brincadeiras caseiras para esperar o bichinho ir embora, como todos os outros amiguinhos também estão fazendo, é uma lição mais admissível que o monstro da morte. Por Deus!

A oportunidade hoje é encorajá-los, edificarmos a conscientização sadia nos pequenos e não gerar traumas, para amanhã ou depois evitar o aborrecimento com os diagnósticos de psicólogos e psiquiatras que os vilões são os próprios pais, pelos vícios de realidade transmitidos: consequências mais graves que o próprio covid19. Devemos ser realistas, mas não terroristas com nossos heróis do futuro. Viva a primeira idade!

#dilemasdomundomoderno

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