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Publicado em 17/07/2020

Fazer o que se ama, ou o que dá dinheiro

Por: Simone Cortez

Já ouvi sobre ser hipócrita fazer uma escolha de profissional baseada no que amamos, nessa situação sem se importar em que condições (psicológicas, físicas) sobreviva, e já ouvi sobre o atuar em algo sem amor só por dinheiro. A análise é complexa mas ambas estão erradas. Erradas? Não devemos sempre fazer o que amamos? Pois é. Eu defendo o "não", com ressalvas.

Já li muito sobre as modelos depressivas devido a profissão, a falta de um convívio normal com amigos e família, vivendo uma vida solitária em hotéis, bajuladas pelos seus atributos físicos esquecida completamente no seu ser, muitas famintas e doentes para respeitar o padrão da profissão dos sonhos, artistas que a música é tudo, mas cansados de não ter uma boa noite de sono, alimentação, longe da familia, em que tocar um instrumento, deixa de ser hobby para virar uma sacrificante obrigação, afinal nem tudo o que amamos queremos fazer 24h por dia, somos humanos.

E as cozinheiras maravilhosas contam suas vidas hoje com esse mesmo sacrifício: ah, se pudessem ficar longe da cozinha que tantam amavam quando começaram. Então fazer por dinheiro se torna tão sacrificante quanto fazer por amor. Uma conclusão plausível é fazer o que gostamos, nos identificamos, mas não o que amamos, não podemos tornar o amor uma obrigação. Nos afeiçoarmos com a carreira, achar ela legal e nos enxergarmos naquele contexto é o suficiente para que nas horas de folga façamos com prazer o que realmente amamos.

Ao optar por algo que você acha interessante profissionalmente o leque de possibilidades do que seria mais rentável, também se abre e dá espaço para juntar "o útil ao agradável". Deixe seus dons na cozinha, seu violão, suas pinturas, para quando estiver inspirado e viva seu amor sem pressão, no máximo como segunda atividade e seja feliz! .

#DilemasdoMundoModerno

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