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Publicado em 07/03/2020

Na dentista? Isso foi demais!

Por: Simone Cortez / Acústica FM

Talvez eu fale um pouco além da conta. Certo. Adoro tagarelar, mas alguém já conseguiu conversar em uma consulta odontológica? "Risos" . Foi ela ontem que me despertou para uma questão bem delicada: "comercializar o prazer". A Opinião dela segue preservada, a minha, defende o hobby como hobby, uma parte essencial da vida de qualquer pessoa, que totalmente desvinculada da sua profissão traz saúde e bem-estar.

Não é de espantar, que muita gente alimente o sonho de transformar essa atividade, em ofício, porém isso significa borrar o limite entre obrigação e o prazer. Se aventurar por experiências profissionais influenciadas pela emoção às vezes dá certo, claro, mas para transformar essa atividade numa ocupação lucrativa, como qualquer outra mudança de carreira, sobram armadilhas pelo caminho.

Se você ama o aspecto competitivo do tênis, por exemplo, sugiro buscar um trabalho em que os desafios e a disputa façam parte do seu dia a dia, trazendo a essência do tênis sem usá-lo, pois o que era divertido pode ficar insuportável. Preserve sua paixão e trabalhe em algo com características semelhantes. E cozinhar? Também mudaria ao entrar nessa equação.

O risco está no fato de que hobbies são vividos numa atmosfera de relaxamento. Se você o tira dessa “redoma” e o insere num contexto de prazos, cobranças e preocupações, o prazer morre e destrói sua válvula de escape. Além do que, você pode não ser competente o suficiente e não tem problema! É hobby não? A máxima que diz trabalhe no que ama e nunca precisará trabalhar é utopia, você pode sim, adorar sua profissão, mas encontrará outra válvula de escape inevitavelmente para preservar sua saúde mental. Separe as coisas!

Sabe quando o amor começa a ter preço, o favor vira obrigação, o eu quero dá lugar ao 'eu preciso fazer'? Livre-se disso! Siga adorando seu trabalho e amando o prazer de suas vivências fora dele.

#DilemasdoMundoModerno

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