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Publicado em 15/11/2019

Será que os animais podem amar mais que os humanos?

Por: Simone Cortez - Foto: Divulgação

Por mais humanos que sejamos, os animais são mais capazes, pois sentimentos como ódio, ranço ou rancor são trocados pela lealdade e fidelidade e amor, mas mesmo assim, o número de maus-tratos aos animais no país é uma realidade lamentável que atenta contra princípios constitucionais.

Notícias a apontam que a polícia recebe cerca de 20 ligações semanais por agressões a animais e o número de ocorrências no país em 2018, aumentou mais de 500% em relação ao ano anterior, e vem aumentando. No Brasil, a primeira medida de proteção aos animais foi no governo de Getúlio Vargas, em 1934. Hoje, vige a Lei nº 9.605/98, em que maltratar os animais está enquadrado como crime ambiental com menor potencial ofensivo, mas preocupa, pois a falta de rigidez da legislação, detenção, três meses a um ano, e multa - que pode ser revertida em trabalhos de cozinha -, sustenta uma sensação de impunidade.

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, diz que as sociedades pós-modernas se caracterizam, pelo crescente pensamento individualista. Os maus tratos aos animais ocorrem como reflexo dessa sociedade descomprometida com suas funções sociais, “nem falo em sentimento”, falo de vistas grossas para denunciarem as crueldades que presenciam, como em circos, entre vizinhos ou parentes, em defesa aos nossos torturados, abandonados, que sofrem reprodução indiscriminada, caça, exploração comercial, festas culturais com torturas e sujeitam-se ainda a testes de laboratório de cosméticos.

Para Mahatma Gandhi, "Um grande país e seu progresso podem ser medidos pela maneira como trata seus animais". Uma atuação nas escolas por meio de palestras com o intuito de criar uma sociedade mais protetora é o ponto de partida. Todo animal possui personalidade própria e sentimento, de acordo com sua natureza biológica e sensibilidade. Respeite-o.

#amorpelosinocentes

#DilemasdoMundoModerno

 

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