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Publicado em 10/05/2019

O tempero do amor...

Por: Simone Cortez

Na minha infância fui beneficiada com a vida interiorana, vivi na época que as

mães permaneciam mais com seus filhos em casa ou com profissões menos frenéticas,

era outra vida, mas a reflexão é sobre as refeições, me questiono por que as pessoas

enjoam ao comerem sempre no mesmo restaurante? Não compreendo esses fenômenos,

pois nunca falamos isso da comida das nossas guerreiras mamães e incluindo nesse rol,

as amadas avós.

Não adianta sairmos por aí buscando novos sabores, cada restaurante é apenas uma fase,

ou um momento, pois nosso paladar está diretamente ligado a um registro feito lá na

infância. De lá sucedem as informações, aprendizados, traumas, e claro, aquele tempero

especial marcado dentro de nós: inenarrável! Se ela é boa cozinheira? Não sei, não tem

relevância, é feito com amor, com carinho e a mensagem por nós já é absorvida.

Comíamos todos os dias a mesma comida, eu disse, “todo santo dia”, e hoje, o cordão

umbilical parece não querer se romper, buscamos essa referência inconscientemente em

cada canto, e o que nos salva, é o velho almoço de domingo lá na casa dela. Esse

registro não é conceitual, é sentimental! E agora, aqui estou eu, buscando a fórmula de

um tempero inexplicável. Qual será pitada exata de amor?

Oh, “renomados restaurantes”, vocês nunca farão igual. A fórmula mágica do sucesso

nas suas receitas, não está num pedaço de papel. Contratem nossas mães e avós e só

assim, seremos clientes fiéis por toda uma vida.

Se você tem a chance de vivenciar hoje esse momento, viva!

Energia é amor! E não se paga com cartão de crédito.

#Dilemasdomundomoderno

por Simone Cortez

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