O Brasil que faz bonito

"As medalhas me mostraram que tudo é possível", disse Rebeca na base do Time Brasil

A ginasta medalha de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio esteve em Chuo e colocou dois quadros no mural de medalhistas
Por: Comitê Olímpico Brasileiro - Foto: Rafael Bello/COB
Publicado em: 03/08/2021 às 10h50
Atualizado em: 12/08/2021 às 14h18
"As medalhas me mostraram que tudo é possível", disse Rebeca na base do Time Brasil

Muito feliz e tranquila, a ginasta que fez história no esporte brasileiro, esteve na base do Time Brasil em Chuo na manhã desta terça-feira, dia 3, no Japão (noite no Brasil). Rebeca Andrade participou do programa de Glenda Kslowski, o Boletim XP Time Brasil, e conheceu as instalações.

“As medalhas me mostraram que tudo é possível. Todo mundo passa por dificuldades. Eu tenho noção do que eu fiz, mas ainda não tenho a noção real. Eu ainda estou num ambiente de atleta, da competição. Eu vou ter noção mesmo quando voltar ao Brasil e vir como está tudo por lá. Eu trabalhei demais para isso. E sou muito grata por tudo e por todos que me ajudaram nessa caminhada. Até as lesões me ensinaram muito”, disse a medalha de ouro no salto e prata no individual geral.

A atleta relembrou a cirurgia no joelho, a recuperação e a vaga conquistada para Tóquio na última chance: os Jogos Pan Americanos de Ginástica Artística no Rio de Janeiro, em junho. “Acho que a minha Olimpíada mesmo foi o Pan. Foi um momento decisivo. Eu dei o meu máximo e consegui minha vaga. Eu fiquei muito feliz. E eu vim para cá e consegui deixar as pessoas orgulhosas, deixar meu país orgulhoso. Em Tóquio foi um processo. Eu cheguei aqui sem nenhuma pressão, não tinha que voltar com medalha. A pressão que eu coloquei em mim foi dar o meu melhor”.

Radiante ao assinar os dois quadros com fotos dos pódios da ginástica - “gente, eu sou muito linda”- Rebeca ressaltou o protagonismo dos atletas. “Eu cheguei numa geração onde os atletas são ouvidos e isso é muito importante. Tem muita gente envolvida no meu trabalho, foi um trabalho de muitas mãos.” E homenageou seu técnico Chico, Francisco Porath Neto, que a ajudou não só nos treinamentos e parte técnica, mas nos momentos mais difíceis, como no pós-cirúrgico. “Sem ele eu não estaria aqui. Ele também é medalhista de ouro”