10/03/2018 11h16 - Atualizado em 10/03/2018 11h16

Funcionários dos Correios podem entrar em greve nesta segunda-feira

Sindicato critica sobrecarga de trabalho por falta de profissionais para entregas
Por: Gaúcha ZH - Foto: Divulgação
Funcionários dos Correios podem entrar em greve nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (12), trabalhadores dos Correios devem entrar em greve em todo o país. A paralisação foi aprovada em assembleia no dia 1º de março. Entre os motivos apontados está a sobrecarga de trabalho por falta de funcionários.

O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) também cita como motivos a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), a decisão da empresa de tirar a inclusão dos pais nos planos de saúde, a Distribuição Domiciliária Alternada (DDA), que altera a rota diária dos carteiros, a proposta da empresa de redução de carga horária para seis horas diárias, com redução salarial de 25%.

— Não tem trabalhador para separar a carga e não tem carteiro para entregar — afirma Aristóteles Neto, presidente do Sintect-RS.

Em nota, a assessoria a empresa ponderou que a greve é um direito dos trabalhadores, mas deve "agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios". Não há informações sobre a adesão ao movimento e quais serviços podem ser prejudicados.

Confira a nota dos Correios na íntegra:

"A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos."

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