Blogs

Publicado em 07/06/2018

BRASIL: UM PAÍS À DERIVA

Por: Gilberto Simões Pires Foto: Divulgação

Ainda que seja uma tarefa dura e árdua é preciso reconhecer que o nosso empobrecido Brasil guarde enorme semelhança com um barco que está à deriva, num mar que promete ficar cada dia mais revolto.

Vejam que até o mês de abril muitos brasileiros acreditavam que a rota do crescimento e do desenvolvimento, mesmo em ritmo baixo, estava mantida. Entretanto, depois que os ventos fortes de maio, emanados pela greve do desabastecimento, deixaram em frangalhos as VELAS do BARCO BRASIL, aí o ambiente foi tomado por grande desencanto.

Neste momento até os mais céticos já parecem convencidos de que a GREVE DOS CAMINHONEIROS proporcionou bem mais do que um estrago econômico, o qual, diga-se de passagem, ainda está longe de ser conhecido.

Pois, para desespero geral e ainda maior, a forma que o governo encontrou, ao atender a pauta de exigências dos líderes do movimento grevista, resultou numa demonstração de fraqueza que atingiu por completo a confiança na já claudicante economia.

Preocupados exclusivamente em dar fim à crise de DESABASTECIMENTO, a saída encontrada para garantir o desconto da parcela dos impostos federais, na ordem de R$0,46/litro, foi a porta ERRADA do lamentável tabelamento de preços do diesel.

Agora, metidos nesta arapuca que eles mesmos (governo e líderes do movimento) criaram, o fato é que a desorganização geral e irrestrita chegou com força na indústria, comércio e serviços, causando prejuízos fantásticos. Como se vê, não foi só a Petrobrás que foi minada pela desconfiança, mas a economia como um todo.

A rigor, o preço do dólar frente ao real e as cotações das ações das empresas brasileiras na Bolsa de Valores é a grande janela que escancara o grau de confiança na economia.

Olhando mais a frente percebe-se que este governo zerou o capital político para fazer as coisas melhorarem até o final do ano (seis meses). E o próximo governante, que ninguém sabe quem será, se for competente e reformista vai precisar de tempo (seis meses) para fazer algo que dê algum fôlego econômico. Até lá, o que se depreende é que o quadro se manterá triste e preocupante.

Deixar um comentário