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Publicado em 04/06/2018

O PIB BRASILEIRO NAMORA COM O FRACASSO

Por: Gilberto Simões Pires Foto: Divulgação

Passado o feriadão de Corpus Christi, que nesta edição as viagens foram bastante prejudicadas pelo colapso do desabastecimento, que tudo indica já estará normalizado (se nada acontecer de ruim nos próximos dias) até o final desta semana, é hora de refazer as projeções quanto ao desempenho do PIB brasileiro de 2018.

Pois, se antes deste brutal desabastecimento a coisa já não vinha bem, depois do levantamento dos enormes prejuízos verificados com o extraordinário estrago das mercadorias (animais e vegetais) perecíveis fica a certeza de que o PIB de 2018 foi simplesmente para o vinagre.

Tomando por base a pesquisa Focus divulgada hoje, 04 de junho, a projeção para a taxa de crescimento do PIB em 2018 caiu de 2,37% (semana passada) para 2,18%. Relembrando: em março, o mesmo Boletim Focus projetava alta de 2,90%, e desde então tudo que aconteceu foram quedas sucessivas.

 

Aliás, o comportamento do PIB brasileiro, país que se recusa a fazer a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, identifica, com absoluta clareza, o quanto as nossas estimativas são feitas mais com base no -otimismo-, e menos com os pés no chão. Muita gente acreditava que só pelo fato do PIB ter apresentado queda por oito trimestres sucessivos, por questões cíclicas a recuperação aconteceria automaticamente. Ledo engano.

Vejam, a propósito, que numa lista de 43 países analisados pela consultoria Austing Rating, que monitora os resultados dos países com as maiores economias do mundo, o Brasil aparece na 40ª colocação em termos de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2018. A comparação leva em conta a variação da economia na comparação com o primeiro trimestre de 2017.

O crescimento (comparativo) do PIB brasileiro, segundo o IBGE, foi de 1,2%. Na América Latina, por exemplo, o PIB do Chile avançou 4,2%, o do Peru 3,2%; e o da Colômbia 2,2%. Que tal?

Eis a lista dos países que divulgaram seus resultados até 30 de maio de 2018 e a posição que desfrutam na comparação com o 1º.tri.17:

 

1º Filipinas 6,8

2º China 6,8

3º República Dominicana 6,4

4º Malásia 5,4

5º Egito 5,4

6º Polônia 5,2

7º Indonésia 5,1

8º Tailândia 4,8

9º Hong Kong 4,7

10º República Tcheca 4,5

11º Cingapura 4,4

12º Hungria 4,4

13º Letônia 4,3

14º Chile 4,2

15º Israel 4,0

16º Romênia 4,0

17º Chipre 3,8

18º Eslováquia 3,6

19º Lituânia 3,6

20º Bulgária 3,5

21º Suécia 3,3

22º Peru 3,2

23º Ucrânia 3,1

24º Áustria 3,1

25º Taiwan 3,0

26º Espanha 2,9

27º Estados Unidos 2,9

28º Coréia do Sul 2,8

29º Finlândia 2,8

30º Holanda 2,8

31º Croácia 2,5

32º Alemanha 2,3

33º Colômbia 2,2

34º Portugal 2,1

35º França 2,1

36º Bélgica 1,6

37º Itália 1,4

38º México 1,3

39º Rússia 1,3

40º Brasil 1,2

41º Reino Unido 1,2

42º Japão 0,9

43º Noruega 0,3

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