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Publicado em 09/05/2018

A FAMIGERADA VENDA DAS AÇÕES DO BANRISUL

Por: Gilberto Simões Pires Foto: Divulgação

Nos últimos dias, um assunto que tem rendido muita dúvida e inúmeros comentários é a venda que o governo do Rio Grande do Sul fez, no mês passado, de um lote de 26 milhões de ações do Banrisul, em leilão realizado na Bovespa. Nesta operação, como já foi amplamente noticiado, o governo gaúcho arrecadou R$ 484,9 milhões.

O que mais chamou a atenção do mercado, principalmente da mídia, é o fato de o governo do RS ter declarado, reiteradas vezes, que a venda deste lote de ações, que excedem o percentual que estabelece o controle acionário do Banrisul nas mãos do Estado, se daria na forma de OFERTA PÚBLICA DE AÇÕES (IPO).Entretanto, como a cotação dos papéis do Banrisul estavam com valor baixo, o governo do RS achou por bem suspender temporariamente a operação, que voltaria a ser anunciada tão logo houvesse uma boa recuperação dos preços.

Com isso, o que todos esperavam é que tão logo as cotações atingissem um valor mais atraente o governo voltaria ao assunto informando, com grande publicidade, o interesse de dar continuidade à operação de venda do lote anteriormente definido e devidamente anunciado.

Pois, o que menos foi informado pela pobre mídia gaúcha (que insiste, de forma muito ingênua, em dizer, e influenciar, que o povo do RS é dono do Banrisul), é o destino que o governo deu, de forma integral, dos quase R$ 485 milhões arrecadados com a venda das ações.

Enquanto as atenções se voltaram, exclusivamente, para o fato do governo ter resolvido, sem dar satisfação alguma, que havia retomado, na surdina, o interesse de vender as ações, o detalhe mais importante, que deveria ter sido alvo de grande interesse do povo, simplesmente foi desconsiderado. Passou em branco.

No meu entender o governo ACERTOU ao não dar publicidade quanto ao interesse de retomar a venda dos papéis do Banrisul, pois tal providência acabaria por provocar queda nas cotações. Da mesma forma o governo ERROU ao utilizar 100% do valor que arrecadou com a venda das ações para pagar DESPESAS DE PESSOAL. Usar RECURSOS DE INVESTIMENTO para atender DESPESAS soa como CRIME INAFIANÇÁVEL.

 

 

 

 

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