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Publicado em 12/03/2018

SOBRETAXAÇÃO DE IMPORTADOS?

Por: Ponto Crítico

A anunciada decisão tomada pelo presidente americano, Donald Trump, de taxar a importação do aço (25%) e do alumínio (10%) gerou um grande alvoroço no mundo todo. Notadamente, pela ordem de volume exportado, na China, Coreia do Sul, Brasil e Alemanha.

Pelo que li, e continuo lendo, nos meios de comunicação do nosso empobrecido Brasil, a gritaria dos nossos governantes e dos dirigentes das siderúrgicas -exportadoras- de aço para os EUA, que em 2017 somou 2,6 bilhões de dólares, vejo o quanto os brasileiros não percebem que o Brasil é um dos CAMPEÕES DE SOBRETAXAÇÃO de produtos importados.

Vejam que a decisão tomada pelo presidente Trump nada tem a ver com uma possível retaliação aos países (siderurgias) que serão afetados pela taxação. Nem mesmo ao Brasil, que sabidamente adora sobretaxar importações. Entretanto, nas negociações que se seguirão, visando a redução e/ou isenção da barreira, é bom que o governo brasileiro esteja preparado para ouvir que precisa dar o exemplo, qual seja o de diminuir a taxação dos produtos que o Brasil importa.

Aliás, não é à toa que a TOTALIDADE dos brasileiros que viajam para o exterior, notadamente para os EUA, vão em busca de produtos que aqui no Brasil têm preços considerados proibitivos. A ganância do governo brasileiro é de tal ordem que a compra de três ou quatro produtos sobretaxados cobrem, com folga, o preço da passagem aérea.

Em todas as malas e bolsas de turistas brasileiros que retornam dos EUA, indistintamente, se encontram, por exemplo, PERFUMES, CALÇADOS, MAQUIAGENS E PRODUTOS DE BELEZA, CELULARES, RELÓGIOS, ÓCULOS DE SOL E ELETRÔNICOS. Mais: tanto para consumo quanto para revenda. Que tal?

 

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