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Publicado em 08/03/2018

O DESTINO DA ENORME CARGA TRIBUTÁRIA

Por: Gilberto Simões Pires - Foto: Divulgação

Pela imensa quantidade de comentários carregados de revolta e indignação, que os brasileiros em geral manifestam a todo momento nas redes sociais sobre tudo que o Estado (União, Estados e Municípios) assume como um DEVER PÚBLICO (sustentado por impostos que a sociedade paga), vê-se, claramente, o total desconhecimento do nosso povo.

Numa análise rápida que fiz nesses últimos dias percebi que as principais e mais furiosas reclamações que foram postadas e/ou comentadas, dizem respeito, independente de ordem: ao péssimo estado das rodovias; aos buracos nas ruas; à falta de água, luz e de capina; e dos lamentáveis e/ou inexistentes serviços públicos (saúde educação segurança).

Nos espaços destinados à respostas, ou mesmo através dos meios de comunicação, os governantes, quando se dão ao luxo de dar explicações, repetem sempre a mesma coisa: não há recursos disponíveis ou suficientes para atender as demandas dos reclamantes.

Só por aí fica bem evidente e muito claro o quanto os brasileiros não têm mínima noção do destino que a lei impõe aos governantes para uso dos enormes recursos arrecadados através dos escorchantes impostos. A indignação manifestada (sem o conhecimento da causa) se dá porque a nossa carga tributária é uma das maiores do mundo enquanto os serviços, quando prestados, são da pior qualidade.

A maioria dos brasileiros, como revelam as pesquisas de opinião, acredita que é a CORRUPÇÃO a grande responsável pelos rombos das conta públicas, aí é que se esconde o enorme desconhecimento. Na real, quem fica com a maior parcela da absurda carga tributária é a FOLHA DE SALÁRIOS DOS SERVIDORES. Com um agravante descomunal: mais da metade deste imenso valor vai para os bolsos dos APOSENTADOS DO SETOR PÚBLICO.

Atenção: da absurda CARGA TRIBUTÁRIA, que se aproxima de 40% do PIB, entre 70% e 80% são religiosamente depositados, mesmo com alguns eventuais atrasos, nas contas bancárias dos SERVIDORES PÚBLICOS - ATIVOS E INATIVOS- todos os meses.

O restante (algo como 20% a 30%) é destinado para despesas consideradas OBRIGATÓRIAS (por lei). Com um detalhe cruel: nenhuma delas diz respeito às principais demandas que a sociedade reclama nas redes sociais.

Esta é a triste realidade que precisa ser entendida. De novo: o problema não está na falta de dinheiro, como os governantes alegam. Está, isto sim, no uso obrigatório, que precisa ser mudado com REFORMAS.

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